segunda-feira, 15 de maio de 2017

As Voltas que a Vida Dá!

Eu achava que nunca mais iria trabalhar para nenhum escritório e que seria autônomo e cresceria. 
Mas talvez eu tenha tomado essa decisão em um momento errado, talvez se eu tivesse esperado um pouco mais, tudo poderia ser diferente.
Porém, eu sempre tomei atitudes seguindo meus instintos e minha vontade, e, talvez, assim de uma certa forma eu tenha evitado algo pior.
Mas no fundo eu percebi o quão somos responsáveis pelas nossas escolhas e que a situação a qual você e eu se encontra hoje não é de responsabilidade de ninguém, a não ser sua mesma.
Você, eu, tomamos a decisão e fizemos a escolha. Na maioria das vezes é justamente assim, você escolhe, por vezes espera, mas sempre acaba agindo por impulso e tomando caminhos que não voltam mais, a vida, pelo menos a minha sempre foi assim.
Alguns dizem que quando estou bem e em uma zona de conforto, eu vou lá e mudo tudo, e, agora, analisando minha vida passada até o presente momento, percebo que realmente é assim, não gosto de calmaria, mesmice, rotinas e quando não vejo perspectiva de crescimento e percebo a mesmice em que me encontro, começo a ficar incomodado e logo procuro meios de mudar.
E cá estou nas voltas que a vida dá. Eu voltei a trabalhar em um escritório, voltei um pouco no tempo, agora para um de médio porte e que me sinto como se já estivesse ali há meses, quando na verdade não faz um mês sequer. 
A vontade de empreender e colocar tantas coisas em prática é enorme, mas o que fazer com os boletos que chegam diariamente? Jogar tudo para cima e escolher na base do sorteio qual eu pago ou simplesmente aguentar mais um pouco uma nova volta que a vida dará? 

sábado, 8 de abril de 2017

UM POUCO SOBRE MIM!


Sério, nunca imaginei que expor a vida de advogado, no caso a minha fosse gerar tantos pré-julgamentos sem nem que a pessoa te conhecesse pessoalmente ou soubesse de sua história.
Bom, então eu resolvi contar um pouquinho. Eu sou advogado desde 2003, me formei em 2001, ou seja, prestei o exame da OAB algumas vezes até conseguir passar.
No primeiro ano da faculdade, em meados de 1997 comecei a fazer estágio com um Juiz aposentado, e eu fazia de tudo, mas minha tarefa principal era ficar sentado digitando todas as peças processuais e textos que ele escrevia e com isso eu aprendi muito, desde a formatação até a matéria em si, pois cada pergunta era uma palestra a parte que recebia e obviamente eu era um excelente aluno na faculdade graças à tudo que aprendi com ele.
Pois bem, me formei em 2001 e neste mesmo ano deixei de trabalhar com ele e fui ser assistente jurídico de uma perita judicial contábil e comecei a ver o Direito de outro lado, ou seja, Autor, Réu e Juiz, com isso também aprendi muito, pois fiquei trabalhando com ela por quase sete anos, e foi quando surgiu a vontade de ser Juiz.
Passei na OAB em 2003, fui reprovado no fatídico exame por três vezes e na quarta passei direto, ainda peguei a entrada em vigor do Novo Código Civil na época e fiz prova prática de Direito Civil, porque eu gosto de desafios. Ao passar na OAB, eu fui convidado a integrar um escritório com mais três novos amigos, trabalhava com eles na parte da manhã e na parte da tarde com a Perita, com isso, aprendi ainda mais.
Depois eu sai deste escritório e da Perita e fui trabalhar em escritórios de contencioso de massa, aonde fiquei durante praticamente até os dias de hoje, pulando um pouco essa parte, fui audiêncista (só fazia audiências), fui advogado interno e também coordenador de correspondentes a nível nacional.
Atualmente minha principal função é a de ser correspondente jurídico e advogado autônomo.
Paralelo a tudo isso, durante uma época eu fazia trabalho voluntário em uma Igreja Católica, aonde eu ia todos os sábados a tarde prestar atendimento jurídico gratuito e ajudei muitas pessoas, pois não apenas orientava, mas entrava com a ação mesmo. Também fui síndico do prédio que eu morava nesta época e cumulava a função de advogado do condomínio, assim aprendi mais sobre esse ramo.
Ou seja, sou advogado desde 2003, e quando estava trabalhando de audiêncista, resolvi criar a página Vida de Advogado, para contar um pouco do dia a dia do advogado, uma página voltada mais ao humor e ironia, aonde mostro não apenas o lado bom, mas também a dureza que alguns advogados passam.
Não sei se já viram alguns vídeos meus no canal do Youtube, sim, virei Youtuber, como por exemplo o que eu falo de ter conseguido liminar para algumas pessoas, dos trabalhos voluntários que eu faço e como é gratificante, depois dá uma olhadinha se ainda não viu.
Eu amo o que faço e inclusive por isso ainda não deixei a profissão, me esforcei para chegar aonde cheguei e acredito que o sucesso da página é até um reflexo disso. Conto na página as experiências que passo, porém, geralmente conto as coisas mais cômicas e engraçadas e mostro a realidade que passamos dia a dia no Fórum.
Em nenhum momento eu critiquei o ramo do Direito, a matéria do Direito ou a advocacia, muito pelo contrário, estou em busca de sempre me atualizar e melhorar, por exemplo, já prestei a magistratura algumas vezes, e outros concursos também. Porém, pessoas que me conhecem pessoalmente e o meu trabalho, acham que sou um excelente advogado e estou na profissão correta e nela devo ficar.
O fato de eu brincar, reclamar, contar o lado ruim e chato da advocacia, não significa que eu não goste da profissão - sempre fui reclamão - e fico incomodado quando alguém faz pré-julgamentos ao meu respeito sem sequer me conhecer pessoalmente.
De qualquer forma, agradeço os comentários e deixo aqui registrado um resuminho sobre a minha história até os dias atuais e me comprometo a fazer posts mais do tipo "ursinhos carinhosos", mostrando o lado cut cut do Direito.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Cair e Levantar!

Hoje estava conversando com uma amiga através de uma postagem que ela fez no Facebook sobre essa frase: "Cada um terá a vista da montanha que se esforçar para subir".
Comentei então que eu vivo escorregando e caindo da montanha e vou parar lá embaixo. Ela então disse que o importante é não desistir. Depois parei para pensar, seguindo o comentário dela de que não devemos desistir e percebi que eu sempre levantei e continuei e nunca tive medo de voltar ao início.
Isso me fez então naquele momento em que estava ali fazendo minhas abdominais na academia, fazer um flash back da minha vida e me lembrar como eu estava há um ano e como estou hoje e consegui perceber o quão melhor estou.
Ainda estou sofrendo, bem sei, os prejuízos de minhas escolhas e acredito que isso leve um tempo para ser sanado, porém, o importante é como eu me sinto física e e emocionalmente. Eu queria estar ao lado da minha família e estou, eu recuperei o peso que eu tinha perdido e o principal, eu visivelmente estou mais feliz.
Por outro lado, eu perdi meu salário fixo, ganhei um monte de dívidas e me sujeito a fazer audiências e diligências por preços irrisórios, tudo para me manter fixo e exclusivo nas Comarcas que atendo e me sinto feliz com isso? Não, pois defendo a valorização da profissão, porém, o estado de necessidade fala mais alto e se não aceito o que oferecem, eu simplesmente perco e perco mesmo, pois já tentei bater o pé e não reduzir meu valor, perdi, simplesmente perdi e me fez uma enorme falta, motivo pelo qual tive de ceder e me submeter.
Mas, o importante é ter forças para levantar e enquanto eu estiver conseguindo abrir os olhos e levantar eu irei, mesmo que esteja, como estou, todo esfolado, faço um curativo e sigo em frente e tenho a certeza de que tudo isso logo irá passar e melhorar e lá na frente estarei muito mais forte.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Dia do Consumidor.


Hoje comemoramos o Dia Mundial do Consumidor o qual foi criado com o intuito de proteger e lembrar sempre dos direitos deste. Teve sua origem em 1962, pelo presidente dos Estados Unidos John Kennedy.

O presidente John Kennedy ofereceu quatro direitos fundamentais aos consumidores, quais sejam, direito à segurança, direito à informação, à escolha e à ser ouvido.

Após 23 anos da ação de Kennedy, em 1985, a Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou o dia 15 de março como o Dia Mundial do Consumidor, dando assim legitimidade e reconhecimento internacional para a data criada por Kennedy.

No Brasil o Consumidor tem a Lei nº 8.078/1990, Código de Defesa do Consumidor, sendo ainda criado o Programa de Proteção e Defesa ao Consumidor (PROCON), o qual esta presente em todos os Municípios e Estados brasileiros e serve como mediador entre o consumidor e o fornecedor de produtos e serviços.

Mas quais os desafios que o Consumidor enfrente nos dias de hoje?

Com a Internet, cada vez mais esses desafios aumentam, uma vez que a inclusão digital permitiu a praticamente toda a população o acesso ao comércio eletrônico e com ele surgiu então o consumismo desenfreado e você acha que as empresas estão totalmente preparadas para esse novo perfil consumerista?

Obviamente e infelizmente não, tanto é verdade que a quantidade de ações de consumidores na Justiça é grande e esta bem longe de ser reduzida.

Há casos de compras realizadas e não entrega do produto, ou entrega com defeito, multas indevidas, principalmente no que tange à serviços de telefonia, produtos defeituosos, venda casada e tantas outras, mais importante que são tuteladas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Um aspecto que merece importância é sobre o consumo desenfreado, pois na verdade existe um círculo vicioso causador de grandes danos os quais passam imperceptíveis aos olhos das pessoas, pois quanto mais se consome, mais matérias primas são utilizadas, com isso, o ambiente mais se degrada e, além disso, mais descartes são realizados e o que não é aproveitado pelos moradores de rua, acabam nos lixões, pois ainda não temos uma política de consumo consciente, sendo aprovada somente no ano passado a lei de resíduos sólidos, a qual possui ainda muitas arestas e muito a ser complementada e assim caminhamos para prejuízos de curto e longo prazo.

Você já parou para pensar em tudo o que tem ? E melhor, será que você utilizou tudo isso durante o ano que passou ? Isso me fez lembrar novamente de meus avós, os quais por exemplo, guardavam sempre as coisas novas e usavam sempre as mesmas, eles sim sabiam consumir, por outro lado, não aproveitavam as novas, pois após o falecimento destes, algumas peças já estavam com a cor envelhecida, e muito se perdeu, o restante, bom o restante, aquela divisão desproporcional realizada pela família.

Mas focado ainda nesta análise a qual proponho, já prestou atenção no que pode ser reaproveitado, alterado, desmontado e recriado, ao invés de encostar em um armário e partir para a compra de um novo ?

Uma boa maneira de praticar um consumo consciente e menos desenfreado é após está análise preliminar, separar tudo aquilo o qual de nada mais lhe servirá e simplesmente doar, o que além de exercer a cidadania, enobrece a alma. Mas para aqueles capitalistas os quais custam a se desprender de seus objetos materiais, há ainda a opção de vendê-los através dos conhecidos brechós, onde se pode deixar à venda desde objetos sem sentido nenhum, até roupas, móveis e eletrônicos e na maioria dos casos em consignação, uma boa maneira de diminuir o consumo desenfreado é freqüentar estes lugares, pois além de deixar por lá aquilo que não se usa mais, ainda existe a possibilidade de trocar por algo o qual você está realmente – preste atenção – REALMENTE precisando e que certamente alguém deixou ali porque não precisava mais.

Após a prática deste ato as pessoas poderiam praticar a tentativa de sair deste círculo vicioso, como ficar de pernas para o ar, ficar sem pensar um pouco, e digo isso por experiência própria, de quem coloca um filme para ver, mas fica a pensar que ao invés de ver aquele filme poderia estar fazendo isso ou aquilo. Vamos tentar, é melhor do que se arrepender por não ter tentado, pare um pouco, RESPIRE, caminhe ao invés de pegar um ônibus em percursos curtos, observe o bairro onde você mora, as árvores, as pessoas, mas não se esqueça de olhar para atravessar a rua e tente acima de tudo, dedicar mais tempo para a sua família seja ela a biológica ou por afinidade e trabalhe na medida certa, não seja um escravo do trabalho, TRABALHE PARA VIVER E NÃO VIVA PARA TRABALHAR ! Aproveite a sua vida agora e não somente após a sua aposentadoria, se é que ela irá chegar se aprovado for a Reforma da Previdência, diga-se de passagem, porque fazer uma Reforma da Previdência, antes da Reforma Tributária? Bom, vamos deixar este assunto para outra matéria.

Há muita informação na rua, na televisão, no rádio, na internet e somos bombardeados por segundo com tanta novidade, mas temos de ter o controle sobre a máquina e cabe a cada um refletir se realmente necessita daquele determinado produto e tomar sempre cuidado para não se deixar levar pelos apelos consumistas. Está lançado o desafio, agora só depende de você. Feliz Dia do Consumidor.