Aqui no Blog eu conto um pouco para vocês da minha vida.
Sabe o que é você passar de um cargo normal para Coordenar uma grande equipe, aonde você ganhava cerca de seis mil reais por mês? Pois bem, isso aconteceu comigo, talvez aqui tenha começado a minha subida.
Foram ótimos anos de sucesso e fui colocado até em um pedestal, porém, as coisas mudam e talvez eu não tenha conseguido lidar com a mudança e decidi então sair fora.
Na verdade, não sei se isso seria um defeito ou qualidade, quando sou colocado no status de fantoche, sendo obrigado a fazer aquilo que mandam e sem poder sequer argumentar ou contestar e apenas obedecer, eu prefiro sair fora, mas antes eu luto um pouquinho para tentar mudar, mesmo que em vão.
Desci mais um pouco, mas decidi enfrentar um novo desafio, mudei de Estado, gastei o que tinha para isso e busquei me adaptar para este novo desafio, porém, não gostei do que encontrei pela frente, vários aspectos me fizeram a querer voltar e eu voltei e gastei ainda mais para isso, mas ninguém percebeu isso.
Para me manter, fui praticamente obrigado a ser exatamente o que eu coordenava, desci de advogado coordenador o qual ganhava cerca de seis mil reais por mês, para gerente, ganhando cerca de quatro mil e quinhentos por mês e depois um simples correspondente jurídico, o qual hoje luta para tirar cerca de dois mil e quinhentos por mês.
E quando você acha que não pode piorar, piora um pouco mais, com exigências e reduções no seu valor, desde a sua integridade até o que lhe pagam por determinado trabalho e me vi exatamente em um beco sem saída, ou aceitava ou simplesmente perdia.
Porém, não posso perder, muito pelo contrário, preciso recolher as migalhas e me reerguer.
Exatamente o que estou fazendo, porém, me sinto praticamente uma garota de programa a qual não pode escolher cliente, se sujeita à valores irrisórios para não perder o cliente e se vende por um preço baixo para atrair mais e mais clientes em busca de no mínimo conseguir se manter e sair das enormes dívidas que fez na busca de um novo desafio.
Passa por umas situações que perde o rumo, se vê sem chão e quando olha para trás, aquelas portas que diziam estarem sempre abertas caso quisesse voltar, na verdade foram batidas em sua cara.
Pede ajuda, se rebaixa, sem vergonha nenhuma, porque não há sequer condições para se ter vergonha, chega a contestar até o Ser Supremo que nunca me abandonou, mas num lampejo de fé resolve pelo menos isso não provocar, mas sim acredita que tudo nessa vida tem um motivo, um significado e um aprendizado.
Acredito que esteja fazendo a minha parte, em que pese por vezes ainda me sinta um lixo e um vazio enorme e com vontade de desistir de tudo.
Mas não perderei a minha fé, pois como ouvi um dia e passei há uma semana usar como um mantra: EU QUERO! EU POSSO! EU MEREÇO! EU AGRADEÇO! TODOS OS MEUS DESEJOS SERÃO REALIZADOS!
O dia a dia forense de um advogado. Desde a formação até os dias atuais de profissão.
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Ser ou não ser, eis a questão!
Poderia ser uma peça de teatro, mas não é, na verdade trata-se da minha vida profissional.
Quando estava na faculdade eu queria ser Juiz de Direito, cheguei a prestar o exame umas quatro vezes e não passei.
Fiz cursinho, estudei sozinho e no final eu simplesmente cansei.
Talvez a palavra correta não seria cansei. Quando se tem um monte de contas para pagar, se mora sozinho e tem que se virar, o tempo é escasso e a minha vontade de estudar, sei lá aonde foi parar. Eu simplesmente estacionei e não consigo sair do lugar, no que tange aos estudos me refiro.
Por outro lado, eu trabalhei em um grande escritório por longos cinco anos e meio, mas blá, blá, blá, acho que as pessoas já se cansaram de ouvir eu falando disso.
Fui para Porto Alegre, resolvi voltar, também já escrevi sobre isso e agora, atualmente, sou correspondente jurídico, também já escrevi sobre isso e não vou ficar igual a um papagaio repetindo.
Me perguntaram lá na página como era ser correspondente?
Bom, vou tentar não ser prolixo.
Ser correspondente é ser dono do próprio nariz, é poder ir para o Fórum a hora que você entender, desde que você cumpra os seus prazos, é não dispensar trabalho e quando você não pode atender, ter a humildade de repassar para algum amigo, mas nunca recusar, claro, trabalho digno, não para ganhar farelos, mas também de migalhas em migalhas no final do mês temos algum dinheiro para pagar, por exemplo, a nossa internet, e, sinceramente, é melhor ter do que faltar.
Por outro lado, por vezes, somos surpreendidos por uma contratação que aparece porque alguém te indicou e essa contratação, salva aquele trabalhinho que você fez por um farelo.
Ser correspondente é ir para o Fórum para tirar cópias de urgência, arrumar as fotos na sala da OAB, suando frio porque o tempo está se encerrando, fazer upload naquelas máquinas excelentes (um pouco de ironia), mas que agradeço, pois sem elas não teria conseguido, depois sair correndo para fazer mais cópias, correr para o outro Fórum fazer uma audiência, ter que dar aula para preposto e instruir muito bem testemunhas, e, mostrar que você sabe, pois senão, não terão outras audiências daquele cliente, e, o principal, tudo isso sem almoçar.
E eu que criticava quem comia bolachinhas na sala da OAB, olha vou te falar, nunca agradeci tanto por aquelas cinco bolachas de maisena que comi hoje com um cházinho maneiro, antes da minha audiência, vou te falar, mudou o meu humor.
Ser correspondente, é correr para o escritório com tempo de vincular tudo no sistema do cliente, receber ligação para ir ao Fórum fazer um protocolo no Cartório de um rol de testemunha, e, ir, claro, ou indicar alguém que possa ir por você.
Mas por outro lado, e não vou me estender muito no que mais um correspondente faz, é não ter que aguentar desaforo de chefes, ordem de gestores, ter uns 40 prazos na sua pauta e não ficar no escritório até nove horas da noite para dar conta de tudo e no dia seguinte ter mais outros 40, talvez 50, isso acontece no contencioso de massa.
Tem os pontos favoráveis e os desfavoráveis, como por exemplo, você não ter um salário fixo, em um mês bombar e no outro se ferrar.
E tudo depende, qual o seu ponto de vista? O que você prefere?
Eu já fui interno, já fui coordenador, já fui gerente, já fui audiêncista, hoje, eu sou um misto disso tudo e sinceramente, por vezes bate um certo desespero sem saber para que lado correr.
E, vou aqui, continuar fazendo o meu melhor e se surgir uma boa oportunidade, nada impede de eu voltar a ser interno, coordenador, pleno, sênior ou seja lá o que as portas do destino escancarar na minha frente e do que eu estiver disposto no momento a fazer e tudo dependerá de quão bem eu esteja e do quanto eu irei precisar.
Ser ou não ser correspondente e dono do seu próprio nariz, eis a questão!
Quando estava na faculdade eu queria ser Juiz de Direito, cheguei a prestar o exame umas quatro vezes e não passei.
Fiz cursinho, estudei sozinho e no final eu simplesmente cansei.
Talvez a palavra correta não seria cansei. Quando se tem um monte de contas para pagar, se mora sozinho e tem que se virar, o tempo é escasso e a minha vontade de estudar, sei lá aonde foi parar. Eu simplesmente estacionei e não consigo sair do lugar, no que tange aos estudos me refiro.
Por outro lado, eu trabalhei em um grande escritório por longos cinco anos e meio, mas blá, blá, blá, acho que as pessoas já se cansaram de ouvir eu falando disso.
Fui para Porto Alegre, resolvi voltar, também já escrevi sobre isso e agora, atualmente, sou correspondente jurídico, também já escrevi sobre isso e não vou ficar igual a um papagaio repetindo.
Me perguntaram lá na página como era ser correspondente?
Bom, vou tentar não ser prolixo.
Ser correspondente é ser dono do próprio nariz, é poder ir para o Fórum a hora que você entender, desde que você cumpra os seus prazos, é não dispensar trabalho e quando você não pode atender, ter a humildade de repassar para algum amigo, mas nunca recusar, claro, trabalho digno, não para ganhar farelos, mas também de migalhas em migalhas no final do mês temos algum dinheiro para pagar, por exemplo, a nossa internet, e, sinceramente, é melhor ter do que faltar.
Por outro lado, por vezes, somos surpreendidos por uma contratação que aparece porque alguém te indicou e essa contratação, salva aquele trabalhinho que você fez por um farelo.
Ser correspondente é ir para o Fórum para tirar cópias de urgência, arrumar as fotos na sala da OAB, suando frio porque o tempo está se encerrando, fazer upload naquelas máquinas excelentes (um pouco de ironia), mas que agradeço, pois sem elas não teria conseguido, depois sair correndo para fazer mais cópias, correr para o outro Fórum fazer uma audiência, ter que dar aula para preposto e instruir muito bem testemunhas, e, mostrar que você sabe, pois senão, não terão outras audiências daquele cliente, e, o principal, tudo isso sem almoçar.
E eu que criticava quem comia bolachinhas na sala da OAB, olha vou te falar, nunca agradeci tanto por aquelas cinco bolachas de maisena que comi hoje com um cházinho maneiro, antes da minha audiência, vou te falar, mudou o meu humor.
Ser correspondente, é correr para o escritório com tempo de vincular tudo no sistema do cliente, receber ligação para ir ao Fórum fazer um protocolo no Cartório de um rol de testemunha, e, ir, claro, ou indicar alguém que possa ir por você.
Mas por outro lado, e não vou me estender muito no que mais um correspondente faz, é não ter que aguentar desaforo de chefes, ordem de gestores, ter uns 40 prazos na sua pauta e não ficar no escritório até nove horas da noite para dar conta de tudo e no dia seguinte ter mais outros 40, talvez 50, isso acontece no contencioso de massa.
Tem os pontos favoráveis e os desfavoráveis, como por exemplo, você não ter um salário fixo, em um mês bombar e no outro se ferrar.
E tudo depende, qual o seu ponto de vista? O que você prefere?
Eu já fui interno, já fui coordenador, já fui gerente, já fui audiêncista, hoje, eu sou um misto disso tudo e sinceramente, por vezes bate um certo desespero sem saber para que lado correr.
E, vou aqui, continuar fazendo o meu melhor e se surgir uma boa oportunidade, nada impede de eu voltar a ser interno, coordenador, pleno, sênior ou seja lá o que as portas do destino escancarar na minha frente e do que eu estiver disposto no momento a fazer e tudo dependerá de quão bem eu esteja e do quanto eu irei precisar.
Ser ou não ser correspondente e dono do seu próprio nariz, eis a questão!
domingo, 4 de setembro de 2016
Correspondente Jurídico.
Tenho um carinho todo especial por estes queridos amigos e colegas de trabalho, pois acompanhei de perto como é o trabalho de cada um e a correria diária.Eu sempre respeitei e dei valor para os correspondentes os quais trabalhei, seja quando eu tinha como função fiscalizar o trabalho destes, seja quando eu precisava de alguma diligência em particular ou mesmo quando me tornei um coordenador destes.
Hoje eu sou um deles, me tornei além de um advogado autônomo, um correspondente jurídico e posso escrever com propriedade um pouco sobre o assunto.
Não tenho mais um salário fixo, ganho pelo trabalho que faço, não tenho uma secretária ou um estagiário ainda, eu faço as vezes destes, não tenho um escritório físico, pois meu escritório é a estrada e os fóruns da vida.
Não tenho um horário fixo para começar o meu trabalho, mas na maioria da vezes eu vou para o Fórum pela manhã, principalmente quando não tenho audiência a tarde, pois no período da tarde e alguns dias a noite, eu tenho que vincular no sistema do cliente ou mesmo encaminhar por e-mail todas aquelas diligências que fiz durante o dia.
Horário de almoço, algumas vezes eu tenho, não posso reclamar, essa é uma das vantagens de se morar no Interior de SP, consigo ir para uns três fóruns de Comarcas diferentes e ainda voltar para casa a tempo de almoçar e depois continuo.
Tomamos calote de pessoas que nos contratam para fazer uma diligência e temos de dar um jeito de cobrar e receber, e, algumas vezes não recebemos.
Lidamos com valores irrisórios e realmente algumas vezes temos de aceitar, seja para poder ganhar o cliente, seja porque aquele valor irrisório vai dar, por exemplo, para pagar a mensalidade da Associação dos Advogados ou a prestação da OAB.
Porém, muitas vezes, eu penso se também não colab
oro com a desvalorização da profissão, mas me dou valor também, não aceito fazer diligências por R$ 15,00 e R$ 20,00, e, levo sempre em conta se sou um correspondente fixo de determinada empresa que paga direitinho ou se é um trabalho eventual.
Tudo na vida fica muito mais fácil quando você só critica o próximo mas não se coloca em seu lugar. O melhor realmente é viver a experiência.
E, no momento vivo a experiência de cuidar do meu próprio escritório e de ser um correspondente jurídico. Não dispensar trabalho, ir para o Fórum tirar cópia de processo, alguns parciais outros integrais, ter dias lotados de trabalhos, sem ter horários fixos, ser advogado, secretária, estagiário, chefe e empregado tudo ao mesmo tempo.
Fazer e não receber, ter que cobrar valores considerados baixos mas que no final do mês fazem falta, ver as contas chegarem e ficar sem saber como vai fazer.
Enfim, apenas acreditar que tudo irá melhorar e trabalhar mais ao invés de reclamar.
E, eu que já dava o devido valor aos advogados correspondentes, agora muito mais e o meu desejo é que aqueles os quais tanto criticam e falam mal, um dia tenham que tirar cópia de um processo de 500 folhas ou mais.
E você, quer saber como é a vida de um correspondente jurídico? Seja um!
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
#DesafioAceito
Gente o que acontece com as pessoas? Porque elas estão tão chatas e intolerantes?
Se fazem uma campanha elas criticam, se não fazem elas criticam também.
Ninguém mais hoje em dia consegue enxergar o lado positivo de alguém ou de algo, é uma chuva de críticas e ataques.
Primeiro foi por conta do pokemon go, meu Deus, não quer jogar, não gosta, tudo bem, mas não precisa sair com críticas e ataques.
Sabe porque temos guerras e desavenças? INTOLERÂNCIA. Essa palavra define desavenças e discussões no mundo todo.
Não que você não possa dar sua opinião, mas nossa está demais da conta, as pessoas não se respeitam, já fazem aquele textão enorme de que postar foto em preto e branco não vai salvar ninguém, que postar foto em preto e branco é fácil que quer ver postar foto doando sangue. Mas espera, gente, quem disse que essas pessoas não fazem isso e você doa sangue? É a pessoa mais correta do mundo? Se olha no espelho e faz uma reflexão no final do dia sobre o que poderia ter feito para ajudar o próximo, ou será que você julgador da internet cumprimenta morador de rua, dá um pouco de atenção, visita um asilo e assim por diante.
E eu estou aqui fazendo esse textão também, mas para mostrar minha insatisfação por um simples motivo, INTOLERÂNCIA.
Não que você não possa dar a sua opinião, mas sem ataques, sem ofender a quem aderiu a essa campanha.
Poxa vida, temos o outubro rosa sobre o combate e prevenção ao câncer de mama, temos o novembro azul sobre o combate e prevenção ao câncer de próstata, temos ainda em dezembro a campanha de combate e prevenção à Aids, ou seja, são campanhas que obviamente não irão salvar o mundo e nem curar, mas sim alertar sobre riscos e chamar atenção para a prevenção.
Acredito que seja válida sim, pois alerta e de uma maneira ou outra chama atenção e seria muito melhor se ao invés de criticar, simplesmente se abster de comentários intolerantes.
Intolerância religiosa, intolerância com pessoas de opção sexual diferente da sua, intolerância de raças, intolerância, intolerância, vamos dar um basta a isso, vamos cultivar um pouco mais de amor e enxergar o lado positivo e respeitar as pessoas pois o seu direito termina simplesmente aonde começa o do próximo.
Se fazem uma campanha elas criticam, se não fazem elas criticam também.
Ninguém mais hoje em dia consegue enxergar o lado positivo de alguém ou de algo, é uma chuva de críticas e ataques.
Primeiro foi por conta do pokemon go, meu Deus, não quer jogar, não gosta, tudo bem, mas não precisa sair com críticas e ataques.
Sabe porque temos guerras e desavenças? INTOLERÂNCIA. Essa palavra define desavenças e discussões no mundo todo.
Não que você não possa dar sua opinião, mas nossa está demais da conta, as pessoas não se respeitam, já fazem aquele textão enorme de que postar foto em preto e branco não vai salvar ninguém, que postar foto em preto e branco é fácil que quer ver postar foto doando sangue. Mas espera, gente, quem disse que essas pessoas não fazem isso e você doa sangue? É a pessoa mais correta do mundo? Se olha no espelho e faz uma reflexão no final do dia sobre o que poderia ter feito para ajudar o próximo, ou será que você julgador da internet cumprimenta morador de rua, dá um pouco de atenção, visita um asilo e assim por diante.
E eu estou aqui fazendo esse textão também, mas para mostrar minha insatisfação por um simples motivo, INTOLERÂNCIA.
Não que você não possa dar a sua opinião, mas sem ataques, sem ofender a quem aderiu a essa campanha.
Poxa vida, temos o outubro rosa sobre o combate e prevenção ao câncer de mama, temos o novembro azul sobre o combate e prevenção ao câncer de próstata, temos ainda em dezembro a campanha de combate e prevenção à Aids, ou seja, são campanhas que obviamente não irão salvar o mundo e nem curar, mas sim alertar sobre riscos e chamar atenção para a prevenção.
Acredito que seja válida sim, pois alerta e de uma maneira ou outra chama atenção e seria muito melhor se ao invés de criticar, simplesmente se abster de comentários intolerantes.
Intolerância religiosa, intolerância com pessoas de opção sexual diferente da sua, intolerância de raças, intolerância, intolerância, vamos dar um basta a isso, vamos cultivar um pouco mais de amor e enxergar o lado positivo e respeitar as pessoas pois o seu direito termina simplesmente aonde começa o do próximo.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Caminhar
Talvez um dia eu venha a saber os motivos de determinadas ações e os resultados que elas acarretaram em minha vida. Porém, eu nunca tive medo de arriscar e sempre tentar novas escolhas e novos caminhos.Mas, se pudesse voltar no tempo, voltaria e faria tantas coisas diferentes, mas por outro lado eu penso hoje se seria certo mudar os erros que cometemos, pois o que resulta destes erros nos ensina, nos fortalece e os escritos que deixamos antes de aqui estar de um jeito ou outro conseguem em uma hora se encaixar.
Preciso ser forte, preciso continuar em frente com a mesma auto estima de sempre e sei o quanto travo uma batalha interna comigo mesmo, mas eu insisto em ir sempre em frente mesmo que por vezes eu pare para dar uma olhadinha no retrovisor da vida.
E assim como todos eu me sinto forte e quando começo a me sentir fraco, tento me lembrar por onde já passei, por onde estive e como consegui chegar até aonde estou e mesmo sem conseguir ter uma visão clara do futuro, só me resta continuar.
Apenas queria em alguns momentos ter um melhor esclarecimento do que e como fazer e para onde ou se devo por determinado caminho prosseguir, porém, talvez errar o caminho e seguir o mais longo seja a forma com que eu vá realmente aprender novas experiências, conhecer novos mundos, pessoas e sensações, e, por mais que uma dessas sensações marque não somente o corpo mas principalmente a nossa alma, não temos como fugir, não temos como tratar como uma lacuna, mas sim enfrentar para o nosso engrandecimento, seja ele pessoal, profissional e espiritual.
E assim eu prossigo, pois definitivamente não estou aqui à passeio e enquanto não descubro o real significado desta minha trajetória pela estrada da vida, vou seguindo o meu caminhar.
sábado, 6 de agosto de 2016
De Coordenador de Correspondentes à Correspondente, porém, muito feliz.
A vida é uma grande peça de teatro, em um determinado momento você passa de um mero figurante para ator principal, porém, esse papel por vezes cansa e você desce de novo para o de coadjuvante e do nada você se vê novamente como um mero figurante.
Eu achava que minha carreira como advogado tinha acabado, mas do nada fui descoberto e comecei a trabalhar como audiencista, advogado que faz apenas audiências. E eu acabei gostando e veio o destaque, me vi elogiado e passei para um coordenador, isso depois de uns dois anos como audiencista. Passei a coordenar os correspondentes jurídicos do escritório a nível nacional. E um pouquinho depois me vi também coordenando àqueloutra equipe da qual eu fiz parte como audiencista.
E estava tudo bem e assim fiquei por um longo tempo, mas a vida nos surpreende, na verdade as pessoas nos surpreendem e decidiram criar um cargo, e, colocaram como gestora uma pessoa a qual não apenas eu mas todos que a conhecem a detestam, resultado, decidi sair, já que não sou obrigado a aguentar e passar por situações desagradáveis que não passava quando ela lá não estava.
E aceitei um novo desafio, tipo coloquei as coisas pessoais no carro e fui embora para outro Estado, fiz ótimas amizades, mas não gostei do trabalho, tampouco de estar longe de tudo e todos, é difícil você querer fazer algo diferente estando longe daqueles que ama, no caso a família.
Hoje, bom, hoje olhem só, voltei a ser um figurante, sou um correspondente jurídico, exatamente como aqueles os quais eu coordenei um dia. E eu vou para o Fórum, tiro fotos de processos, faço retiradas de guias, posto no correio e realizo audiências como advogado e preposto, e, me perguntam se estou feliz? Sim, estou muito feliz, apenas me sinto sozinho, pois pessoas as quais eu ajudei no passado hoje já não falam mais comigo, talvez por medo de concorrência ou sinceramente não faço muita questão de saber.
Mas, o texto é apenas para mostrar que na nossa profissão podemos estar lá no topo e do nada descemos lá aonde começamos e o mais importante é o quanto você se sente bem e feliz com aquilo que se faz. Eu estou, apenas busco esquecer o passado e as pequenas mágoas que ficaram.
Eu achava que minha carreira como advogado tinha acabado, mas do nada fui descoberto e comecei a trabalhar como audiencista, advogado que faz apenas audiências. E eu acabei gostando e veio o destaque, me vi elogiado e passei para um coordenador, isso depois de uns dois anos como audiencista. Passei a coordenar os correspondentes jurídicos do escritório a nível nacional. E um pouquinho depois me vi também coordenando àqueloutra equipe da qual eu fiz parte como audiencista.
E estava tudo bem e assim fiquei por um longo tempo, mas a vida nos surpreende, na verdade as pessoas nos surpreendem e decidiram criar um cargo, e, colocaram como gestora uma pessoa a qual não apenas eu mas todos que a conhecem a detestam, resultado, decidi sair, já que não sou obrigado a aguentar e passar por situações desagradáveis que não passava quando ela lá não estava.
E aceitei um novo desafio, tipo coloquei as coisas pessoais no carro e fui embora para outro Estado, fiz ótimas amizades, mas não gostei do trabalho, tampouco de estar longe de tudo e todos, é difícil você querer fazer algo diferente estando longe daqueles que ama, no caso a família.
Hoje, bom, hoje olhem só, voltei a ser um figurante, sou um correspondente jurídico, exatamente como aqueles os quais eu coordenei um dia. E eu vou para o Fórum, tiro fotos de processos, faço retiradas de guias, posto no correio e realizo audiências como advogado e preposto, e, me perguntam se estou feliz? Sim, estou muito feliz, apenas me sinto sozinho, pois pessoas as quais eu ajudei no passado hoje já não falam mais comigo, talvez por medo de concorrência ou sinceramente não faço muita questão de saber.
Mas, o texto é apenas para mostrar que na nossa profissão podemos estar lá no topo e do nada descemos lá aonde começamos e o mais importante é o quanto você se sente bem e feliz com aquilo que se faz. Eu estou, apenas busco esquecer o passado e as pequenas mágoas que ficaram.
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